White Paper Técnico v0.1

BioSim Discovery Engine

White Paper Técnico v0.1 — War Enterprise, 2025–2026

Declaração de limitação

Este documento descreve um MVP técnico de pesquisa translacional computacional. Todos os resultados apresentados são hipóteses computacionais (computational_hypothesis_only). O BioSim não recomenda tratamentos, não prova eficácia clínica, não prova segurança, não define dose e não substitui laboratório, médico, pesquisador ou ensaio experimental.

1. Resumo Executivo

O BioSim Discovery Engine é uma plataforma computacional de pesquisa translacional desenvolvida pela War Enterprise para priorizar, auditar e documentar hipóteses terapêuticas antes da validação experimental. O sistema organiza sinais de múltiplas fontes científicas, gera rankings auditáveis, identifica lacunas e mantém controle explícito sobre limitações.

Todos os outputs do BioSim são hipóteses computacionais. O sistema não recomenda tratamentos, não prova eficácia ou segurança e não substitui validação experimental em modelos biológicos adequados.

Na versão atual (MVP técnico dinâmico), o BioSim Research Cockpit v2 funciona como protótipo local-first com backend, banco SQLite, API, jobs, interface em português e arquitetura extensível por classe de doença. Casos demonstrativos cobrem câncer de pâncreas, câncer de ovário, melanoma e perfil inicial para Doença de Chagas.

2. O Problema

Pesquisadores, laboratórios e equipes early-stage gastam tempo significativo cruzando dados heterogêneos antes de decidir quais hipóteses merecem validação experimental. As fontes incluem: dados celulares e moleculares, dados farmacológicos e químicos, literatura científica, ensaios clínicos, toxicidade, biomarcadores, estruturas proteicas e informações de interação ligante-receptor.

A ausência de uma camada de auditoria explícita aumenta o risco de seguir hipóteses mal fundamentadas, dificultando a comunicação entre equipes e a documentação de decisões científicas.

3. Proposta

O BioSim propõe uma camada computacional de priorização e auditoria de hipóteses terapêuticas que:

  • organiza sinais em rankings e dossiês auditáveis;
  • identifica lacunas científicas quando dados são insuficientes;
  • documenta por que uma hipótese deve avançar, ser revisada ou bloqueada;
  • mantém controle explícito sobre limitações do sistema;
  • apoia o planejamento de validação experimental sem substituí-la.

4. Arquitetura

O pipeline do BioSim segue um fluxo modular, extensível por classe de doença:

  • Entrada de perfil de doença via disease adapter;
  • Ingestão e curadoria de dados de múltiplas fontes;
  • Triagem de candidatos terapêuticos com scoring;
  • Análise de compatibilidade molecular;
  • Cruzamento com literatura, ensaios clínicos e toxicidade;
  • Contextualização translacional e identificação de lacunas;
  • Docking/redocking opcional como QC exploratório estrutural;
  • Geração de dossiê técnico e exportação.

BioSim Research Cockpit v2

A interface Cockpit v2 encapsula todo o pipeline em um MVP técnico local-first com backend, banco SQLite, API REST, sistema de jobs assíncronos, logs de status, interface em português e exportação de relatórios PT-BR.

5. Módulos Principais

5.1 Disease Adapters

Cada classe de doença possui um adapter específico que configura fontes de dados, candidatos relevantes, biomarcadores-chave e contexto de validação. Isso evita aplicar pipelines oncológicos a doenças infecciosas/parasitárias sem adaptação.

5.2 Motor de triagem

O módulo de triagem aplica scoring multidimensional com base em seletividade, perfil de toxicidade, evidência literária e compatibilidade biológica. Os scores são hipóteses computacionais e não provam eficácia.

5.3 Dossiê e exportação

O sistema gera dossiês técnicos com ranking, lacunas, evidências por hipótese e avisos de limitação. A exportação suporta formato PT-BR com print pack.

6. BioSim Research Cockpit v2

O Cockpit v2 transforma o pipeline em um produto de pesquisa demonstrável:

  • Backend local-first com API REST e jobs assíncronos;
  • Banco SQLite com estrutura auditável;
  • Interface em português com cadastro de doenças;
  • Exportação de relatórios PT-BR;
  • Logs de status por job e módulo.

7. Estudos de Caso

Todos os casos abaixo são hipóteses computacionais. Nenhum representa descoberta clínica, recomendação terapêutica ou prova de eficácia ou segurança.

7.1 Ulixertinib / ERK-MAPK / Câncer de Pâncreas

O BioSim priorizou o eixo ERK-MAPK como hipótese investigacional em câncer de pâncreas. O caso exige revisão de biomarcadores, contexto de combinação e validação experimental em modelos adequados (organoides, PDX). Tipo: hipótese computacional investigacional.

7.2 Niraparib / PARP1 / Câncer de Ovário

O BioSim recuperou o eixo PARP/BRCA/HRD, preparou ligante, receptor e box de docking, executou docking exploratório com AutoDock Vina e aplicou redocking/calibração estrutural como controle de qualidade. A calibração apontou necessidade de revisão especializada. Tipo: controle estrutural demonstrativo.

7.3 Dabrafenib + Trametinib / BRAF-MEK / Melanoma

O BioSim recuperou o eixo biológico BRAF/MEK/MAPK em melanoma, demonstrando reconhecimento de biologia conhecida quando o perfil está bem definido. Não é nova descoberta — é controle de sanidade do pipeline. Tipo: controle positivo biológico.

7.4 Doença de Chagas / Trypanosoma cruzi

O BioSim suporta doenças infecciosas/parasitárias via adapters específicos. Para Chagas, o sistema não força pipeline oncológico e gera lacunas científicas explícitas quando faltam datasets, compostos e validação. Tipo: perfil inicial em preparação — requer dados específicos e curadoria científica.

8. Docking e Redocking como QC Exploratório

O docking molecular e o redocking são usados no BioSim como controles de qualidade (QC) estrutural exploratório, não como prova de ligação ou eficácia clínica.

  • O docking exploratório usa AutoDock Vina com preparação de ligante e receptor;
  • O redocking/calibração verifica consistência estrutural do setup;
  • Receptor, ligante e protonação exigem revisão especializada antes de qualquer conclusão;
  • Resultados de docking são hipóteses computacionais — não provam ligação funcional;
  • Resultados de redocking não provam utilidade clínica.
Docking/redocking são ferramentas de exploração computacional. Não substituem ensaios bioquímicos, cristalografia ou validação experimental em modelos biológicos.

9. Doença de Chagas como Expansão Arquitetural

A Doença de Chagas representa a expansão do BioSim para além do oncológico. O sistema foi adaptado para:

  • não aplicar critérios oncológicos a doenças parasitárias;
  • identificar lacunas quando datasets específicos são insuficientes;
  • gerar avisos explícitos sobre limitação de dados;
  • suportar adapter por classe de doença infecciosa/parasitária.

O perfil de Chagas está em preparação e requer curadoria científica, datasets específicos e validação colaborativa com especialistas em doenças tropicais.

10. Limitações Científicas

  • Ainda não possui validação experimental em nenhum modelo biológico;
  • Depende da qualidade e disponibilidade dos datasets;
  • Todos os resultados são hipóteses computacionais;
  • Docking/redocking são QC exploratório — não provam eficácia;
  • Receptor, ligante e protonação exigem revisão especializada;
  • Não é ferramenta clínica e não deve orientar decisões de tratamento;
  • Não deve ser usado por pacientes ou médicos para decidir tratamento.

11. Roadmap

Fase 1 — MVP comercial de pesquisa

  • Interface mais polida e documentação técnica;
  • PDF real e modo demo reproduzível;
  • Benchmark ampliado de casos demonstrativos.

Fase 2 — Validação científica

  • Benchmark 10+ doenças;
  • Datasets específicos para doenças infecciosas/parasitárias;
  • Revisão externa e parceria com laboratório.

Fase 3 — Piloto

  • Piloto com grupo de pesquisa;
  • Feedback de usuários reais;
  • Versão SaaS/B2B ou local enterprise com governança de evidência.

12. Chamada para Parceria

A War Enterprise busca parceiros científicos, laboratórios, pesquisadores e instituições para:

  • validação metodológica do pipeline;
  • revisão especializada de setup estrutural;
  • testes experimentais em modelos in vitro, organoides ou PDX;
  • curadoria de datasets específicos por doença;
  • benchmarking retrospectivo e mentoria científica.

Contato

warenterprisecontact@gmail.com

War Enterprise — Florianópolis, SC, Brasil